quinta-feira, outubro 12, 2006

Onde estou eu?

Quando escrevo sem rascunho e percebo que o que resulta sou eu, limpa ou suja...
Sinto nos menores detalhes, que outros julgariam insanidade, as diferenças e as semelhanças.
Cruel, talvez. Sem perceber, desenho, pinto breves retratos internos difíceis de apagar. Sou eu, tão forte quanto a água.
Sou eu, que desmancho a qualquer pincelada mais brusca, a qualquer golpe talhado a transformar.
E você, a quem acredito e sempre acreditarei, que se perpetua a todo instante nos meus moldes ultra-mega-passados.
VOCÊ.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Palavras de CHICO BUARQUE DE HOLANDA

"É claro que esse escândalo abalou o governo, abalou quem votou no Lula, abalou sobretudo o PT. Para o partido, esse escândalo é desastroso. O outro lado da moeda é que disso tudo pode surgir um partido mais correto, menos arrogante. No fundo, sempre existiu no PT a idéia de que você ou é petista ou é um calhorda. Um pouco como o PSDB acha que você ou é tucano ou é burro (risos). Agora, a crítica que se faz ao PT erra a mão. Não só ao PT, mas principalmente ao Lula. Quando a oposição vem dizer que se trata do governo mais corrupto da história do Brasil é preciso dizer ‘espera aí’. Quando aquele senador tucano canastrão diz que vai bater no Lula, dar porrada, quando chamam o Lula de vagabundo, de ignorante – aí estão errando muito a mão. Governo mais corrupto da história? Onde está o corruptômetro? É preciso investigar as coisas, sim. Tem que punir, sim. Mas vamos entender melhor as coisas. A gente sabe que a corrupção no Brasil está em toda parte. E vem agora esse pessoal do PFL, justamente ele, fazer cara de ofendido, de indignado. Não vão me comover…

Preconceito de classe

O preconceito de classe contra o Lula continua existindo – e em graus até mais elevados. A maneira como ele é insultado eu nunca vi igual. Acaba inclusive sendo contraproducente para quem agride, porque o sujeito mais humilde ouve e pensa: ‘Que história é essa de burro!? De ignorante!? De imbecil!?’. Não me lembro de ninguém falar coisas assim antes, nem com o Collor. Vagabundo! Ladrão! Assassino! – até assassino eu já ouvi. Fizeram o diabo para impedir que o Lula fosse presidente. Inventaram plebiscito, mudaram a duração do mandato, criaram a reeleição. Finalmente, como se fosse uma concessão, deixaram Lula assumir. ‘Agora sai já daí, vagabundo!’. É como se estivessem despachando um empregado a quem se permitiu o luxo de ocupar a Casa Grande. ‘Agora volta pra senzala!’. Eu não gostaria que fosse assim.

Eu voto no Lula! A economia não vai mudar se o presidente for um tucano. A coisa está tão atada que honestamente não vejo muita diferença entre um próximo governo Lula e um governo da oposição. Mas o país deu um passo importante elegendo Lula. Considero deseducativo o discurso em voga: ‘Tão cedo esses caras não voltam, eles não sabem fazer, não são preparados, não são poliglotas’. Acho tudo isso muito grave. Hoje eu voto no Lula. Vou votar no Alckmin? Não vou. Acredito que, apesar de a economia estar atada como está, ainda há uma margem para investir no social que o Lula tem mais condições de atender. Vai ficar devendo, claro. Já está devendo. Precisa ser cobrado. Ele dizia isso: ‘Quero ser cobrado, vocês precisam me cobrar, não quero ficar lá cercado de puxa-sacos’. Ouvi isso dele na última vez que o vi, antes dele tomar posse, num encontro aqui no Rio.

Sobre o PSOL [de Heloísa Helena] Percebo nesses grupos um rancor que é próprio dos ex: ex-petista, ex-comunista, ex-tudo. Não gosto disso, dessa gente que está muito próxima do fanatismo, que parece pertencer a uma tribo e que quando rompe sai cuspindo fogo. Eleitoralmente, se eles crescerem, vão crescer para cima do PT e eventualmente ajudar o adversário do Lula.


Papel da mídia


Não acho que a mídia tenha inventado a crise. Mas a mídia ecoa muito mais o mensalão do que fazia com aquelas histórias do Fernando Henrique, a compra de votos, as privatizações. O Fernando Henrique sempre teve uma defesa sólida na mídia, colunistas chapa-branca dispostos a defendê-lo a todo custo. O Lula não tem. Pelo contrário, é concurso de porrada para ver quem bate mais."


(Retirado da Revista CARTA CAPITAL)

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sábado, setembro 23, 2006

EDUCAÇÃO

Antonio Candido inaugura biblioteca do MST e fala da força da instrução

Um dos maiores intelectuais brasileiros do século 20, Antonio Candido, homenageado em ato inaugural da biblioteca do MST, falou do poder humanizador e libertador da literatura para o trabalhador, em resposta à indução brutalizante do capitalismo, e definiu o movimento como fundamental para a transformação da sociedade brasileira.

SÃO PAULO – No ano passado, a biblioteca da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP, uma das mais antigas do país, comemorou 180 anos com 340 mil títulos. Quando nasceu por obra do então presidente da Província de São Paulo, Lucas Antônio Monteiro de Barros, tinha 5 mil exemplares, herdados do que era até aquele momento o acervo do Mosteiro dos Franciscanos. Hoje, recebe cerca de 1,2 mil visitantes diários.

181 anos após a criação da biblioteca da Faculdade de Direito – que teve entre seus freqüentadores 11 presidentes da República –, foi inaugurada no último sábado (5), em Guararema, pequeno município a 80 km de São Paulo, a biblioteca Confraria dos Parceiros de Guararema.

Mais ambiciosa do que a irmã mais velha, a Confraria nasceu com quase 17 mil livros e deveria, na verdade, se chamar Biblioteca Antonio Candido. Assim como a outra, é um ambiente de pesquisa, estudo e leitura de um centro de educação superior, a Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST, mas deve atender, por enquanto, a cerca de 3 mil estudantes por ano, além da comunidade de Guararema.

Mas traçar um paralelo entre as duas bibliotecas – a do mais antigo e respeitado centro de formação da elite brasileira, e a do maior movimento social do país – foi apenas um preâmbulo à análise de um dos maiores intelectuais brasileiros do século 20, o crítico literário Antonio Candido, convidado pelo MST para inaugurar a biblioteca que deveria levar o seu nome (e não levou a pedido do próprio).

Alertando a audiência, que se apertava no auditório da Escola Nacional Florestan Fernandes na ensolarada tarde de sábado, que, “quase nonagenário, não posso mais dizer coisas novas”, Antonio Candido voltou a falar de um tema ao qual tem dado muito peso na última década: a humanização através da aquisição do saber.

“Humanização é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante”, declarou no final dos anos 90, quando adotou a defesa da Literatura como direito humano.

Nesse sentido, o investimento do MST na formação cultural dos trabalhadores rurais, ao dar acesso a recursos (conhecimento) por séculos resguardados às elites, é, para Antônio Cândido, de um lado, a plenitude do processo de democratização do país, na perspectiva de que a “grande voz muda do Brasil”, os trabalhadores rurais, adquiriu peso de sujeito político com o movimento.

“O MST é chamado a desempenhar um papel fundamental na transformação da sociedade brasileira. Coordenou, desenvolveu e organizou a criação de uma voz política do trabalhador rural. A partir do MST é que a nação brasileira passa a ser totalmente representada. Um grande amigo, Caio Prado Junior, me disse uma vez: o drama do Brasil é quem fala somos nós; de esquerda ou de direita, somos sempre nós, de famílias ricas, gente que pode estudar, se alimentar. Graças ao MST isso não é mais verdade”, avalia. E completa: “me lembro de fazendeiros lá de Minas Gerais que diziam: estão querendo fazer uma escola municipal na minha terra. De jeito nenhum! Porque esse pessoal, se aprende a ler, vem discutir as contas com a gente. Pra esse fazendeiro, a humanidade é só o trabalho”.

A humanização que o acesso ao livro, a literatura, proporcionam, por outro lado, é, para Antonio Candido, outro elemento fundamental ao desenvolvimento do trabalhador. “O livro o que é? Uma vez um motorista de táxi disse ao grande [crítico de cinema] Paulo Emilio Sales Gomes: ‘livro é muito bom porque mata a fome da cabeça’. E é exatamente isso: não ter um livro é estar privado da alimentação fundamental da cabeça. A literatura tem uma força humanizadora extraordinária, seja no enredo de um conto, de um romance, o sentimento expresso em um poema...”

Quando o capitalismo se apossou do tempo da humanidade, quando criou o conceito de que ao trabalhador está reservado apenas o trabalho, e o não-trabalhar é condenável, tentou criar uma barreira de embrutecimento que dividisse a sociedade e excluísse a maior parte dela do acesso à cultura mais “refinada”. De acordo com a filosofia do capital, reflete Antonio Candido, o pobre deve se ater às formas elementares de manifestação cultural. “Folia de reis, sim; mas nada de Machado de Assis, nada de Dostoievski, de Vila-Lobos. Mas a força da instrução ligada à imaginação rompe esta dicotomia, quando diz que a literatura, a arte, são direito de todos”.

A escravidão do trabalho aliado à da ignorância, imposta às classes mais pobres, é, para o professor, um dos aspectos mais pérfidos do capital. “Acho que uma das coisas mais sinistras da história da civilização ocidental é o famoso dito atribuído a Benjamim Franklin, ‘tempo é dinheiro’. Isso é uma monstruosidade. Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida, é esse minuto que está passando. Daqui a 10 minutos eu estou mais velho, daqui a 20 minutos eu estou mais próximo da morte. Portanto, eu tenho direito a esse tempo; esse tempo pertence a meus afetos, é para amar a mulher que escolhi, para ser amado por ela. Para conviver com meus amigos, para ler Machado de Assis: isso é o tempo. E justamente a luta pela instrução do trabalhador é a luta pela conquista do tempo como universo de realização própria. A luta pela justiça social começa por uma reivindicação do tempo: ‘eu quero aproveitar o meu tempo de forma que eu me humanize’. As bibliotecas, os livros, são uma grande necessidade de nossa vida humanizada. Portanto, parabéns ao MST pela abertura desta biblioteca, porque o amor pelo livro nos refina e nos liberta de muitas servidões”, concluiu.

Afetividade socialista
Escalado para encerrar a cerimônia de inauguração da biblioteca em nome da coordenação nacional do MST, João Pedro Stedile embarcou na corrente do convidado e, ao invés de listar agradecimentos a todos os colaboradores do projeto, discorreu sobre o que chamou de “afetividade socialista”, o mutirão que unificou trabalhadores do movimento, estudantes, intelectuais, professores universitários, voluntários internacionais e outros amigos em torno do projeto da escola e da biblioteca, ambos parte da estratégia mais ampla de formação e “educação dos trabalhadores brasileiros”.

“Essa escola quer ser um símbolo da afetividade socialista, ela é fruto disso. Só estamos aqui porque milhares de pessoas ajudaram. E já que não teremos nome para essa biblioteca, me permita, professor Antônio Cândido, declaro fundada a Confraria dos Parceiros de Guararema”, concluiu Stedile.

Serviço
A biblioteca da Escola Nacional Florestan Fernandes deve ser o principal espaço de pesquisa e estudo dos alunos da instituição, tanto os que freqüentam os cursos formais - Gestão em Administração de Empresas Sociais, e Especialização em Educação do Campo e Desenvolvimento – quanto os dos cerca de 20 cursos de curta duração. Tem capacidade para 38 mil exemplares, e conta atualmente com 16 mil livros catalogados e quase mil a espera de catalogação, em áreas como ciências sociais e políticas, economia, ciências agrárias, filosofia, religião, literatura etc. O espaço também terá uma discoteca e uma videoteca.

Segundo a coordenação da biblioteca, todos os livros foram doados, tanto por particulares quanto por universidades e outras instituições, mas várias áreas, principalmente ciências agrárias, filosofia, história e literatura estão deficitárias.

Os interessados em doar livros – que deverão ser levados à secretaria nacional do Movimento, em São Paulo -, podem entrar em contato com a EscolaNacional Florestan Fernandes, tel. (11) 4693-5357, ou ligar para a secretaria do MST, tel. (11) 3361-3866.

sexta-feira, setembro 22, 2006

COME IN ALONE

Cada dia é uma surpresa. Grata ou não, é a vida.
Ávida estou. Percebendo nuances, observando em silêncio... É preciso.
Na verdade, espero, planejo a glória. Será que vem?
Não sei.
Cada dia é dia. E percebo isso...
Hoje, senti o quanto a PALAVRA tem poder (no início tudo era o Verbo>>>).
O quanto existem pessoas que precisam de nós, CLICHÊS SÃO NECESSÁRIOS..... O quanto necessitamos parar, ouvir e falar. SOZINHOS NÃO SOMOS NADA.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Último Dia


Amanhã será meu último dia na escola. Pena, consegui me acostumar à rotina de correrias e conversas truncadas entre alunos, professores, pessoas... Conflitos.
Pessoas que "aparentavam" algo, mas que num olhar mais cuidadoso, numa conversa gostosa e despretensiosa, mostraram-se felizes, suficientes, admiráveis. Outras, nem tanto. Mas, e daí?
De início, fiquei um pouco assustada , até mesmo com o tom de voz que "teria" de adotar a partir desse dia, mas depois...acabou virando um "já era", inserido em meu contexto de vida. Pensei mesmo que minhas crenças estivessem utópicas demais. Mas, hoje percebi que não. NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM. VOU SENTIR MUITA FALTA DAQUELAS COISINHAS EM EBULIÇÃO. VALEU MUITO.

OBS.: Hoje, os alunos da sala mais "visada" no quesito COMPORTAMENTO, começou a gritar em coro: "Fica! Fica! Fica! Fica!" e ainda disseram que iam fazer um abaixo-assinado pra eu ficar na escola. Desculpa aê, mas é demais!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, agosto 24, 2006

Afônica

Bonito nome... Mas, é terrível ficar sem voz!!!!
Pois é... pois é... Esta que vos escreve (ainda bem que eu sei escrever), está com 3 (três) dias de atestado médico, e portanto, não está indo trabalhar.
É um pouco chato, pois a minha função era extamente substituir uma professora que está de licença e não deixar os alunos sem conteúdo. Que coisa...
Mas, é sério, eu até o momento, não consigo proferir palavra de maneira nítida e fico tossindo sem parar. Imagine em sala de aula, orientando alunos que consideram o fim do mundo "ficar sentado por 3 minutos"???
Fui ao meu médico antes de ontem e ele me deu um atestado de dois dias de descanso domiciliar. E eu pensei : "Oh, Deus, não..." Pois, como sou Contrato Temporário temi por minha cabeça... No dia seguinte (ainda de atestado), fui à escola e pensei que talvez, sei lá, pudesse, de repente, assim como quem não quer nada... ficar calada em sala e mandar tarefas na cabeça dos alunos. Mas, fui falar com a Diretora e ela me disse: "O que que vc tá fazendo aqui? Vc tá de atestado! Nem deveria ter vindo!" Bom, como isso veio da boca dela, fiquei aliviada. Só que antes de eu sair... : "Ó, vc vai ter que trocar esse atestado do seu médico, pelo atestado da Secretaria de Educação. É um papelzinho amarelo." Como? - "Ah, faz assim, é lá na Asa Norte perto não sei do quê, vc vira não sei onde blá blá blá-blá blá blá. Por quê? "É procedimento do órgão. Pega o papel de inspeção médica e vc vai ter que passar pela avaliação do médico da Secretaria de Educação". Tudo bem. Saí da escola direto pro tal SAMO. Só que chegando lá, por volta das 10:30, a recepcionista disse que eu teria que entregar também a cópia do meu Contrato, era obrigatório. detalhe: ninguém me disse nada. Com muita raiva, saí e decidi ir para casa (haja dinheiro!).
Depois de quase duas horas tentando falar com a Regional de Ensino que me contratou, a atendente me disse que eu poderia pegar a tal cópia lá mesmo. Mais um detalhe: eu teria que voltar para o Paranoá, que é onde fica a Regional, perto da escola e isso levaria pelo menos uma hora. Andando e cantando muitos mantras (ha-ha-ha), peguei a cópia e fui de novo para a fila de inpeção médica. Detalhe nº 3: eu estava de atestado, o meu médico me receitou além de remédios, DESCANSO DOMICILIAR e FALAR O MENOS POSSÍVEL. Só que eu tinha que falar mais do que o de costume, pois tinha que explicar o quanto estava afônica!!! Piada mesmo.
Depois de preencher muitos formulários e aguardar por uns 40 minutos a minha vez (professor fica doente à beça), fui chamada pela médica. Quando entrei no consultório, comecei a mesma ladainha que tinha que explicar a todos que se aproximavam de mim e perguntavam por que não tinha ido trabalhar,e então ela disse: "Mas, esse seu atestado é de somente dois dias?" É. "Mas, vc ainda está muito rouca." Por que será... "Bom, eu vou fazer o seguinte, vou te dar mais um dia de atestado e vc volta ao trabalho no dia 25." Não...não...não faça isso...
Fez. Pegou "o papelzinho amarelo", passou o canetão e o carimbo dela e ainda disse que eu, como professora não deveria trabalhar daquele jeito (sem voz). E eu, com meu sorrizinho amarelo...Ah, obrigada...(pensando nos comentários do pessoal da escola, dos meus alunos, minha cabeça rolando...)
Resumo da ópera: mais um dia de atestado (hoje, 25), morrendo de vergonha da diretora, querendo trabalhar (de uma certa forma...) e amanhã é minha folga. Logo, só volto pra escola com o papelzinho amarelo pra entregar, na segunda, dia 28. Eu juro que não fui eu!!!!

domingo, agosto 20, 2006

La Marche de L'Empereur

Recomendo este documentário francês. Em meio a uma aula de francês, com cadeiras amontoadas e os restos mortais de meus neurônios que desmaiavam de cansaço, emocionei-me. Fantástico.

Eis a Sinopse:

Na Antártida, em todo mês de março, centenas de pingüins fazem uma jornada de milhares de milhas de distância pelo continente a pé, enfrentando animais ferozes, temperaturas frias, ventos congelantes, através das águas profundas e traiçoeiras. Tudo para encontrar o amor verdadeiro.
Em um cenário de gelo desértico, surge uma bela história da natureza que se repete há milênios e da qual depende a manutenção da espécie: a marcha de milhares de pingüins imperadores em busca do par perfeito.
Por instinto, enfileirados aos montes, machos e fêmeas deixam seu habitat natural em direção ao deserto gelado da Antártica em uma maratona de bravura e sobrevivência até realizar seu ritual de acasalamento.

O documentário mostra a inversão de papéis entre pingüins machos e fêmeas, onde o casal se separa após um breve tempo suficiente para a fecundação. A fêmea deixa o ovo para ser chocado pelo macho, enquanto retorna para o mar em busca de alimento.

Meses se passam e os pingüins machos têm a árdua tarefa de aquecer e proteger o rebento, à espera do retorno de suas fêmeas. A nova família de pingüins terá que se reunir no prazo máximo de 48 horas para que o novo membro receba comida, caso contrário, não sobreviverá.

O reencontro com as fêmeas dá largada à corrida dos machos em direção às águas do Oceano Antártico, a marcha dos famintos. Caberá agora, às fêmeas, a tarefa de preparar os filhos para a vida adulta, até que possam se arriscar sozinhos no mar. Assim, o ciclo se fecha até chegada do próximo Outono.

No documentário, Luc Jacquet contou uma história usando animais como “elenco”. Ele mostrou um olhar sentimental e não uma visão científica – seu objetivo não era ser descritivo, mas sim gerar empatia.

A TRILHA

A Marcha dos Pingüins é a primeira experiência de Émilie Simon na criação de uma trilha sonora original. Para o trabalho, ela contou com a contribuição do engenheiro de som Markus Dravs, que participou de discos de artistas como Byork e Brian Eno. A trilha apresenta um som moderno e inovador e combina melodias pop e etéreas.


Ficha Técnica:

Título Original: "La Marche de L'Empereur"
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento (EUA / França): 2005
Estúdio: Le Studio Canal+ / Wild Bunch / Buena Vista International Film Production France / APC / Institut Paul-Emile Victor / Bonne Pioche / French Polar Institute / National Geographic Films
Distribuição: Buena Vista International / Warner Independent Pictures / Dowtown Filmes
Direção: Luc Jacquet
Roteiro: Michel Fessler, baseado em roteiro de Luc Jacquet
Produção: Yves Darondeau, Christophe Lioud e Emmanuel Priou
Música: Emilie Simon
Fotografia: Laurent Chalet e Jérôme Maison
Edição: Sabine Emiliani


sexta-feira, agosto 18, 2006

SECURA

Estamos na Capital Federal do BRASIL

Brasília, 18 de agosto de 2006.

Tenho que escrever todas as manhãs e tardes aos meus alunos, além de explicitar a matéria e meu nome. Sempre esqueço... É um suplício porque eles estão acostumados e pelo que eu me lembro, na 6ª série, era sempre bom escrever o cabeçalho da escola antes de alguma matéria do professor...Era um prazer sistemático. O RITUAL.

Acordo, muuuuuiiiito cedo.
Como é muuuuuuiiito longe a escola onde dou aulas, tenho que pegar meus doizinhos onibuzinhos.
Tudo bem.

Hoje é meu dia de folga, mas dormi até as nove. Acordei com uma gripe encubada. Só que, essa tal suposta gripe me causou desconfianças. (assumo, sou um pouco louca). O Paranoá é foco mater de Hantavirose.
Respirei pó de giz, poeira de rua, barro vermelho (matéria prima!) e tudo o que qualquer pessoa em um momento de milésimo de segundo arregalaria os olhos e pensaria bem baixinho: "Será?"
Mas, foi só um momento. Os sintomas não correspondem.

Todas as manhãs e tardes têm sido angustiantemente ensolaradas e nítidas. Céu de Brigadeiro. sem UMA nuvem. As árvores ainda estão verdes, mas acredito que com os dias contados. O azul nunca foi tão azul. Nós realmente temos o nosso cartão-postal. Trabalhar à tarde então, nem se fala... Acredito mais e mais na Antropologia Ambiental (AA). O sol, ácido. Nós, verdadeiros legumes com prazo de validade, que imersos em um pote hermético, tendemos a ficar com um sabor esquisito...

Estou esquisita.

FELIZ DIA DA FOTOGRAFIA!!!







Photo

Todo Cuidado é Pouco

Raúl Castro diz que Fidel está bem e prepara país contra EUA

Da France Presse

18/08/2006
07h24-HAVANA (Cuba) - O governante provisório de Cuba, Raúl Castro, afirmou que o irmão Fidel está melhor de saúde e que o país está mobilizado com tropas, além de dezenas de milhares de reservistas e milicianos, contra uma agressão dos Estados Unidos, na primeira entrevista desde que assumiu a presidência da nação de maneira interina, publicada na edição desta sexta-feira do jornal Granma.

"Foram adotadas medidas para prevenir qualquer tentativa de agressão. O povo está dando uma contundente demonstração de confiança em si mesmo", disse Raúl Castro, em uma ampla entrevista publicada com o título "Nenhum inimigo poderá nos derrotar".

Estas foram as primeiras declarações públicas de Raúl Castro desde que assumiu temporariamente o poder na ilha no dia 31 de julho, devido à cirurgia no intestino a que foi submetido o presidente cubano Fidel Castro, de 80 anos. Raúl Castro, ministro das Forças Armadas Revolucionárias (FAR), de 75 anos, afirmou que o irmão segue uma recuperação satisfatória e gradual, graças à atenção médica e à sua "extraordinária natureza física e mental".

O governante provisório fez uma advertência: "Em Cuba, nunca desconsideramos uma ameaça do inimigo". A frase era uma referência ao plano aprovado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para acelerar uma transição política em Cuba. "Que outra forma existe de alcançar este propósito que não seja a agressão militar? Portanto, o país adotou as medidas pertinentes para contra-atacar este perigo real", afirmou.

A entrevista é ilustrada com duas fotografias de Raúl Castro no gabinete de governo.
O general do Exército garantiu que assim que Fidel divulgou o decreto no qual delegava os poderes, às três da madrugada de 1º de agosto, decidiu "elevar de maneira substancial" a capacidade e disposição de combate do país.

Entre as medidas citou a mobilização de dezenas milhares de reservistas e milicianos, além da preparação das principais unidades das tropas oficiais, incluindo as Tropas Especiais, para a missão exigida pela situação político-militar.

"Todo o pessoal mobilizado cumpriu ou cumpre no momento um importante ciclo de preparação e coesão combativas, parte dele em condições de campanha", explicou. Raúl Castro acrescentou que todos os reservistas e milicianos ficarão a par da data de incorporação às unidades e do tempo de permanência nas missões de defesa do país. "Até o momento, a mobilização que iniciamos em 1º de agosto se desenvolve de maneira satisfatória", destacou.

"Não é meu propósito exagerar perigos. Nunca fiz isto. Até agora os ataques dos últimos dias não passaram de retórica, exceto o aumento substancial das transmissões subversivas de rádio e televisão contra Cuba", acrescentou. O irmão de Fidel Castro recordou que Bush disse na semana passada que "tomará nota" das pessoas contrárias a uma transição, o que considerou uma "grande estupidez".

"A esta altura, deveriam saber que com imposições e ameaças não é possível obter nada de Cuba. Porém, sempre estivemos dispostos a normalizar as relações em um plano de igualdade. O que não admitimos é a política prepotente e de ingerência que com freqüência a atual administração deste país assume", assinalou. Raúl aproveitou para aconselhar Bush: "Tome nota, como diz, dos anexionistas assalariados de seu Escritório de Interesses aqui em Havana, estes que vão receber as migalhas dos anunciados 80 milhões de dólares para a subversão, porque o grosso será distribuído em Miami, como sempre acontece".

Bush aprovou no dia 10 de julho o segundo plano de Ajuda a uma Cuba Livre (o primeiro foi em maio de 2004) que, para acelerar a transição política na ilha, destina 80 milhões de dólares à dissidência interna, assim como à rádio e televisão Martí, que Havana considera subversivas.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Crenças

Hoje acordei um tanto quanto deprimida.Fazendo força para levantar da cama e encarar o que viria pela frente. Parece até que estava adivinhando...
O ofício de professor, sempre acreditei, como sendo uma missão. Mas, mesmo exercendo tal função há algum tempo, jamais pensei sentir tanto na pele (e no osso!) quanto atualmente. Tenho ficado um pouco decepcionada, quase triste.
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Estou dando aulas para o Ensino Fundamental em uma grande e bem estruturada escola da cidade-satélite, no Paranoá. E, vindo de uma Universidade repleta de estágios, reflexos, projetos, pesquisas, acreditava estar preparada para o que pudesse acontecer nessa minha trajetória missionária: . Lêdo engano...
Não consigo me adaptar a certos vícios escolares de relações professor-aluno e por isso, sinto-me impotente. Explico: tenho que ministrar aulas para uma comunidade totalmente díspar da que ministrei aulas ao longo de minha experiência, trata-se de crianças e não jovens adultos. Seus comportamentos oscilam entre o mais terno ao mais agressivo e arisco. NADA é suficiente e o mundo é uma grande cama elástica que supostamente vai levá-los ao céu, mas sem objetivo nenhum, apenas por brincadeira. Eu estou com os pés no chão a sua espera...
NADA do que se ensina em um quadro-negro é interessante, a não ser que possua pitadas de sexo e violência. Os conselhos de classe de professores são repletos de reclamações e veredictos que beiram a cautela. Mas, a engrenagem é muito maior.
Quero meu prazer de volta. Alguém tem alguma dica?

P.S.: Eu sei que isso é o eterno estica-e-solta das relações interescolares...

domingo, agosto 13, 2006

Manifestações, Felicitações...

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FELIZ ANIVERSÁRIO

Neste Dia dos Pais

sexta-feira, julho 21, 2006

quarta-feira, junho 28, 2006

Mancada

Quarta-feira, 28 de junho de 2006 12h58
Europeus criticam padrão japonês e escolha do Brasil para TV digital
da Folha Online, em Brasília

Derrotados na disputa pela escolha da TV digital brasileira, os europeus (que representam o sistema DVB) decidiram partir para o ataque, e publicaram hoje um anúncio em jornal de grande circulação com duras críticas ao sistema japonês (ISDB) e à escolha do governo brasileiro.

No texto que eles tratam como um "alerta à população", os representantes do DVB afirmam que o sistema japonês é o mais caro do mundo e que foi rejeitado por mais de 100 países.

Os europeus alegam ainda que a decisão do governo será anunciada sem que a sociedade e o Congresso Nacional opinassem a respeito porque as emissoras de TV teriam fechado um acordo pelo ISDB a fim de bloquear novos canais de televisão no país e também a discussão mais ampla sobre o assunto.

Diante dessa posição, eles encaminharam hoje uma carta com suas considerações a respeito da escolha brasileira a alguns deputados e senadores.

"No momento em que o mundo se une em torno do uso do DVB, um padrão barato e moderno que promove a inclusão social, o Brasil poderá isolar-se, obrigando a sua população, sua academia e a sua indústria a pagar muito caro por isso", diz o anúncio.

O texto destaca ainda que a população brasileira estará "condenada ao consumo dos produtos mais caros do planeta, pelos próximos 30 anos"; a indústria brasileira não terá para onde exportar, inibindo a geração de novos empregos e a entrada de divisas; os universitários e pesquisadores brasileiros não terão campo de trabalho significativo, pois novos desenvolvimentos dependerão da boa vontade e recursos japoneses; a democratização do acesso à mídia será inibida, pois as emissoras de TV serão exatamente as mesma.

terça-feira, junho 27, 2006

MUITO BOM!!!

Fazendo uma pesquisa sobre THÉS franceses, para o meu projeto oral de francês de conclusão desse semestre, encontrei um blog português bastante interessante, a quem interessar possa: BLOGS DE CIÊNCIA. Trata-se de uma página pessoal com o intuito de divulgar blogs em português que falam de ciência. Caí direto na secção de culinária, que foi o link de um blog específico de pesquisa em grãos, ervas e afins. Vou tentar fazer a receita da Emília, Doce de Abóboras com Castanha...